...e começo a escrever meio sem saber o que escrever, mas de dentro de mim parte uma certa satisfação quando ao saber que o mundo, mesmo com as desgraças que ocorrem praticamente todos os dias, sabe como um todo superar as dificuldades, passar por desafios que nos parecem impossíveis de superar.
Minha infância foi como qualquer outra, com pontos altos e baixos. Eu cresci me divertindo e, na maior parte, parado em frente à televisão. Cavaleiros do Zodíaco, Dragon Ball, Tenchi Muyo e outros animes que na época começavam a passar nas emissoras de TV do Brasil. O que mais me encantava naquelas histórias era a magia que passavam para quem os assistia. Arrisco dizer que até os dias de hoje não há histórias que mexem tanto com o inconsciente como os animes e mangás. Claro que não menosprezo as famosas HQs que praticamente popularizaram os quadrinhos no mundo, mas a própria essência do mangá é verdadeiramente inconfundível.
Mas então percebo que o mercado ficou muito mais competitivo, o que obriga aos autores produzirem muito rapidamente uma nova história, o que prejudica um pouco seu andamento e até mesmo encurta o trabalho, quando o público não gosta.
Pensando comigo um dia, entre um rabisco e outro surge um esboço de um personagem, que na hora não dei muita atenção, mas depois percebi que ele tinha mais do que um simples traçado que lhe dava forma, ali naquele ser havia uma espécie de vida, que me dizia algo inconscientemente. O tempo passava e aos poucos uma história foi tomando forma, bem como outros personagens foram surgindo. Já com a confirmação de que a história seguia um rumo não só de ação, mas também sentimentos dos próprios personagens que foram surgindo me fez deixá-la como um mangá, pois seu contexto se aflorava mais para esse lado. A história se passa na Terra, mas não na “nossa” Terra. Comecei a criar um planeta praticamente igual, mas diferente em vários quesitos do planeta em que moramos...
Continua...
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